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 Ódio Incondicional

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AArK
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Número de Mensagens : 59
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MensagemAssunto: Ódio Incondicional   Sex 2 Maio - 15:02

1. A Talhadora de Giz

E ela talhava em pequenos blocos de giz. E fazia barcos, castelos, pessoas e animais, tudo em giz. E apenas utilizava seus pequenos estiletes. A talhadora de giz. Ela trabalhava em uma praça pública, e era admirada de longe por muitos os que apreciavam seu trabalho. E este era seu único ganha-pão. Ela era uma artista humilde e muito talentosa. Seus olhos verdes revelavam sua linhagem nobre, porém não-seguida. Seus cabelos curtos, lisos e escuros, cobriam um pouco de sua branca face. Seu corpo era esbelto e esguio, magra por natureza, porém bela, e era muito alta e atlética. Sua habilidade com as mãos e com as lâminas era impressionante. Ágil, porém paciente. Impaciente, porém insistente. Ela parecia ter personalidade forte, apenas pelos movimentos que seu corpo fazia. O pescoço levemente inclinado para frente, segurando o utensílio e a matéria-prima, construindo verdadeiros tesouros quebráveis. Qualquer coisinha mínima e tudo seria destroçado em questão de segundos. E Kringo, passava as tardes a observá-la...


2. O Observador

Kringo era fã de sua arte independente e irreconhecida. Kringo ia todas as tardes para ver a artista trabalhar, mas de longe, pelo amor que tinha em preservar estes atos de talento. E também por medo, e timidez. Kringo sempre tivera uma timidez aterradora, que lhe fazia pirar em pensar apenas em se aproximar do objeto de seus desejos. E por isso, esperava pacientemente, após o colégio, as horas que tinha antes de ter de ir pra sua casa, sentando-se naquela praça, naquele banco e olhando para a artista talhadora. E não sabia nada sobre ela. Absolutamente nada, nem mesmo seu nome. Apenas a conhecia como “talhadora” e era só isso. Afagava seus próprios cabelos castanhos e curtos, sobre sua cabeça. Seus olhos cor-de-mel piscavam, e refletiam no céu ensolarado como duas bolas alaranjadas. Seu corpo era meio encorpado, mas de longe era um corpo gordo, era apenas masculino. Usava sempre casacos com capuz e levava sempre consigo sua mochila sagrada, que se desgastava no chão, ao esperar a imagem da talhadora a talhar.


3. A Amiga

Kringo tinha uma amiga de infância. Amiga por assim ser, Sally era mais que isso, era quase uma irmã para si. Sally era ruiva, e isso sempre chamara sua atenção, pois, era uma diferenciação do que podia-se acostumar. Arruivada e cheia de sardas salpicadas por todo seu rosto. Era pequena, magra, porém tinha sua idade. Sempre bastante ativa e faladora, mas nem sempre fora assim... Muitas pessoas tinham preconceitos contra ela. Sally era odiada em seu colégio, e a única pessoa que deu uma chance para sua amizade fora Kringo, e por isso, que isso cresceu mais do que tudo que pudessem esperar.
Sally ia com Kringo a praça pública para ver os trabalhos da talhadora, e também ficava bastante impressionada. Ela queria ajudar Kringo a conquistar o objeto de sua afeição, por ser desinibida. E ia fazer de tudo que precisasse para isso. Até mesmo falar com uma mulher que nunca conhecera antes, e tentar ser sua amiga.
E é assim que o “Ódio Incondicional” se inicia...


Continua...
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AArK
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MensagemAssunto: Re: Ódio Incondicional   Seg 5 Maio - 13:42

4. Primeiro Encontro

Kringo levantou-se no Sol escaldante daquela tarde, e andou até a talhadora de giz. Ela havia apenas arrumado uma pequena mesinha de madeira sob o céu aberto, e ali seus restos de pó ficavam. Kringo tinha alergia. A talhadora com suas habilidades movia os restos de pó de giz pela superfície da estátua que fazia.
- Er... Oi. - Tentou uma aproximação.
- ... - E recebeu silêncio em troca.
- M-meu nome é Kringo. Qual seu nome? - Tentou de novo.
- ... - E de novo nada. Será que ela era surda?
- Er... Eu gosto muito do seu trabalho. Não sei se notou, vivo a te observar de longe. Será que... Uhn... Estou te atrapalhando?
- ... - E tudo o que teve, foi uma expressão de raiva e um suspiro.
Olhando para a estátua que lhe agradou, Kringo apontou e disse:
- Gostei muito desta, ficou muito bonita!
*CRACK!!!!*
A talhadora fincou um estilete na estátua que Kringo comentou!!!
- Ah!!! E-eu não vou mais atrapalhar!!! Sinto muito!!! Tchau!!!
E foi embora, com medo.


5. A Tentativa

Kringo voltou no desespero para comunicar o que havia acontecido a Sally, que não entendera nada.
- E-eu acho que ela não gostou nem um pouco de mim, Sally! - Disse Kringo, já suando de nervoso.
- Relaxa... Nem deve ser isso. Ela deve estar irritada com alguma coisa, e está um pouco estressada. Não tem nada a ver com você, Kringo. Você costuma achar que as pessoas não gostam de você. Mas não é isso, você sabe! - Disse a ruiva, e então, ela disse, confiante. - Vou lá falar com ela então! Vou fazer isso por você, Kringo!
- O q-quê!? N-não, Sal! Não precisa! Eu não quero que ela brigue também com você! - Disse Kringo, mas não conseguiu impedí-la.
- Eu vou sim, e vamos ver no que vai dar! - E Sally foi, toda contente.
Chegando próxima a mesinha da talhadora, Sally abriu um alegre sorriso de orelha à orelha, e puxou assunto.
- Oi! - A talhadora olhou apenas séria pra sua face, parecia meio cansada.
- Oi. - Ela disse, bastante respeitosa.
- Eu adoro o que você faz! Acho que tem muito talento, sabia? - Disse a ruiva, animada.
- Ahn... - A talhadora ficou sem jeito. - Obrigada. Que nada.
- É sim, sim! Eu não sei como você consegue fazer esses mínimos detalhezinhos tão pequenininhos... Parece muito difícil! E você faz parecer fácil! - Disse ela, e então, saiu pegando uma estátua. - Posso ver!?
- Claro. - Disse a talhadora, praticamente sorrindo.
Kringo estava olhando à distância e estava se sentindo mal. Coçou a cabeça. Não era possível! Com Sally, ela parecia estar sendo tão gentil...
- Uau! Esse daqui da torre é muito bonito! Tem um monte de janelinhas! - Disse a ruiva, toda animada, sacolejando a torre pra lá e pra cá. A talhadora nem ligava.
- Então... Pode ficar pra você. - Ela disse, e sorriu, sinceramente.
Kringo esfregou os olhos. Não estava ouvindo o que se passava, mas ainda sim, havia se impressionado com o tal sorriso da talhadora. Ela ficava tão bonita assim... Por que não mostrou esse sorriso antes? Mostrou foi uma cara de ódio, como se odiasse Kringo!
- Deve ser comigo... Só pode! - E enquanto isso, elas duas...
- Sério!? Posso levar comigo? - Ela disse, rindo-se.
- Sim, claro.
- Mas... Não quer que eu pague? Você não está vendendo? - Disse a ruiva, duvidosa.
- Sim, eu os vendo. Mas pra você é presente... - E novamente, outro sorriso.
- Obrigada! De verdade! Você é um doce!

Continua!

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AArK
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MensagemAssunto: Re: Ódio Incondicional   Sab 10 Maio - 18:14

pela felicidade da nação... eu desisto (y)
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hachi
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MensagemAssunto: Re: Ódio Incondicional   Ter 10 Jun - 14:31

ah?! nao vai continuar?! ta a ficar muito giro era mais giro se a sally e a talhadora ficassem nao gosto de realaçoes hetro mas se nao ficasse tambem dava mas nao desistas
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Kmia
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MensagemAssunto: Re: Ódio Incondicional   Ter 27 Jan - 22:13

+ q Mad
vai continuar não???

ninguem merece!!!!

tava fikndo bom...

tu q sab...

fik na paz mesmo assim...
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