InícioInício  FAQFAQ  BuscarBuscar  Registrar-seRegistrar-se  MembrosMembros  GruposGrupos  Conectar-seConectar-se  

Compartilhe | 
 

 O Caixão, O Gato e Alice

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo 
AutorMensagem
AArK
Amigo
Amigo
avatar

Número de Mensagens : 59
Idade : 28
Localização : Hell de Janeiro
Data de inscrição : 17/03/2008

MensagemAssunto: O Caixão, O Gato e Alice   Seg 17 Mar - 21:18

É uma fic original shoujo ai ;D~ Vou dividir em Capítulos pra não ficar MUITO grande, oka??? Leiam e comentem, por favor ;D


O CAIXÃO, O GATO E A ALICE. (The Coffin, The Cat and Alice)


1. O começo

Ouvindo música, lendo um livro, sem nada realmente pra fazer. Entediada e cansada das coisas, eu me refestelava em minha cama, em meu quarto. Foi então que um raro barulho de carro no estacionamento, chamou minha atenção. Meu apartamento se encontrava no primeiro andar, logo acima da garagem. Mas mesmo assim, era difícil ouvir som de carro. Geralmente quando esse era escutado, eram novas notícias. E qual não foi a surpresa, ao olhar pela janela, e ver um monte de caixas de papelão empilhadas, escritas "Frágil" ou "Abrir pra cima" como habitualmente. E foi olhando pra lá, que então saquei, era uma mudança. Eu teria novos vizinhos! Foi então, que pude ver os novos moradores, uma era uma Senhora de idade, e por fim, uma garota. Eu fiquei meio impressionada com a garota, ela tinha um "estilo" bem excêntrico. Ela parecia uma daquelas roqueiras punks góticas e tudo o mais. Ela usava uma saia preta, com meia-calça rasgadas, uma blusinha de banda estilo baby look, na blusa uma banda com um símbolo de uma caveira assustadora, cabelos levemente azulados e pele muito branca coberta de maquiagem pesada! Eu achei ela muito interessante só por ser tão diferente, eu já havia visto pessoas assim, e elas sempre me inspiravam curiosidade.
Dias seguintes, os vizinhos já estavam instalados, e pra minha própria surpresa eu já sabia o andar, o apartamento e tudo o mais deles. O nome da mulher era Janet, e o nome da garota interessante era Julia. Janet era mãe de Julia, e esta era da minha idade, basicamente.
Um dia, sem compromisso, comentei com minha mãe a respeito das vizinhas.
- Viu nossas novas vizinhas de prédio? - Eu disse, e minha mãe assentiu, calmamente, sem se importar muito.
- Ah sim... Uma senhora e a filha, não é? Eu já falei com a senhora, é uma pessoa muito boa. Mas a filha dela, não sei não, é meio esquisita...
Minha mãe era velha já, de outra geração, por isso pensava assim. Era compreensível. Mas ainda sim, mesmo essa estranheza e aversão da minha mãe, só instigou mais pra que eu tivesse interesse e curiosidade sobre Julia.
- Ela disse que vem tomar um café comigo no domingo... - Minha mãe completou, e foi então que eu dei por mim.
- Ela vem? E a filha? - Eu perguntei, mais animada.
- Não sei. Ela disse que a filha é meio anti-social, e eu disse que você idem. Mas que talvez seria bom então que vocês se conhecessem pra poderem se socializar mais, não é? - Minha mãe então, terminou de lavar a louça. Pegou a bolsa e as chaves. - Vou sair, vou fazer compras. Que vai fazer hoje?
Eu estava de férias da faculdade.
- Vou alugar um filme e assistir. Quem sabe pedir uma pizza... - Disse, calmamente, mas ainda pensando no assunto anterior.
- Tudo bem. Guarde pra mim. - Ela disse.
- É claro, né, mãe!? - Fiquei emburrada.
Me arrumei casualmente, só pra não parecer uma mendiga e desci. A locadora era exatamente do lado do nosso apartamento e também do lado de uma padaria. Portanto, comprar pão ou alugar filmes era fácil. O difícil era chegar na minha faculdade, esta era bem longe.
E qual não foi a surpresa de entrar na locadora e encontrar Julia. A menina estava na fileira de filmes de terror e suspense, e eu então, parei por ali também. Não por causa dos filmes, eu geralmente prefiro suspense leve ou drama, e não terror sanguinolento ou coisa do tipo. Ela pegou um filme: "O Albergue - 2". Fiquei observando-a de relance, enquanto fingia olhar pros filmes.
Ela me deu uma encarada que gelou a espinha, alugou o filme e foi embora. Provavelmente voltou pro prédio. Catei um filme qualquer - de terror, infelizmente - rápido, aluguei e saí correndo atrás dela.
Ela entrou no elevador, e eu entrei junto, pensando: "Será que ela notou que eu cheguei aqui meio rápido?". Mas tirei essa idéia da cabeça. Então, ela soltou no mesmo andar que eu. Isso mesmo, ela morava no mesmo andar que eu. E então, entrou na casa dela. Eu senti vontade de dizer algo, de tentar aproximar-me dela, mas afinal, a mãe dela disse que ela era anti-social e ela tinha um visual tão "chega pra lá", que eu fiquei com medo dela me xingar ou coisa assim.
Voltei pra casa, e me forcei a assistir a merda do filme. E era uma merda mesmo, não tinha história e me deu uns bons sustos, que vão fazer eu não dormir a noite. Pedi a pizza e comi. Vi que tinha muita pizza, o bastante pra eu comer agora, minha mãe comer mais tarde e mais alguma pessoa. Imaginei-me por um instante comendo com ela. Nós duas vendo filme de terror. Quando eu sentisse medo, poderia segurar na mão dela... Que bobagem! Por que estava pensando nesse tipo de coisa boba? Resolvi esfriar a cabeça, ouvir um pouco de música, tomar banho e ir dormir. Tirar essas idéias doidas da minha cabeça.

Continua...


Vou tentar postar uma por dia ;D
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário http://www.bookofhate.blogspot.com
Natsuki
Novato
Novato
avatar

Número de Mensagens : 8
Localização : NekoLandia
Data de inscrição : 17/03/2008

MensagemAssunto: xD   Seg 17 Mar - 21:37

Essa fic e Otima *o* Tive o prazer de ouvi-la em primeira mão xDDD
Continua amor *o*
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
*Rogue_Chan*
Enturmado
Enturmado
avatar

Número de Mensagens : 161
Idade : 27
Localização : SP - CAPITAL
Data de inscrição : 03/01/2008

MensagemAssunto: Re: O Caixão, O Gato e Alice   Ter 18 Mar - 14:14

Nha, to gostando por enquanto. (aproveitando o horário de almoço pra ler a fic XD).

*esperando pela outra parte já hehehe*
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
AArK
Amigo
Amigo
avatar

Número de Mensagens : 59
Idade : 28
Localização : Hell de Janeiro
Data de inscrição : 17/03/2008

MensagemAssunto: Re: O Caixão, O Gato e Alice   Ter 18 Mar - 16:27

Natsuki: Obrigada, linda...
Rogue: Valeu por ler e principalmente comentar xD As pessoas costumam só ler, e nunca comentam. O comentário é importante, é um impulso e inspiração pra quem escreve. Obrigada mesmo!

Postando...

- - -

2. Questionário da Vida

Chegou o domingo. E pra minha surpresa, acordei já com convidados na casa. Sim. A senhora Janet estava lá, tomando café com minha mãe. E o pior, Julia também estava lá, estava assistindo tevê, o filme que vi no outro dia, sozinha. Depois daquilo tudo, eu acabei esquecendo de entregar o filme, e ia pagar agora um dia de multa. Mas isso tudo que estava acontecendo agora valia a pena.
Fui direto ao banheiro me arrumar, pra não ficar muito "grotesca", e então, entrei na sala com cara de quem não quer nada. Ela me encarou, e eu olhei pro chão de vergonha. Mas mesmo assim, prossegui, afinal, eu estava na minha casa, a invasora era ela! Então, eu sentei em meu sofá. No outro, não no que ela estava sentada. E comecei a rever o filme. Aliás, eu estava fingindo que assistia, mas na verdade, estava imaginando se ela estava olhando pra mim ou não. E durante quinze minutos contados, fiquei assim. E ela não disse um pio sequer. Eu só podia ouvir os berros das pessoas ensangüentadas do filme e a conversa de velhas na cozinha. Foi então, que resolvi tomar coragem.
- Você mora sozinha com sua mãe? - Como se eu não soubesse.
- Sim. - Ela disse. Curta e grossa.
- E o seu pai? - Perguntei, curiosa.
- Falecido. - Ela disse, novamente.
- Ah... Desculpe. - Eu disse, me sentindo mal por ter tocado no assunto.
- Tudo bem. - Ela disse, não parecia ligar mesmo.
- Hm... - Comecei a rebuscar mais assunto. - Gosta de filmes de terror?
- Gosto. - Ela disse, sem mais delongas.
- Eu reparei, quando te vi lá na locadora. - Eu disse, e sorri, mas ela nada. - Hm... Eu já prefiro drama e tudo o mais.
Nem me liguei no que disse.
- Então, por que alugou um de terror? - Ela finalmente entrava numa conversa, só que esta era meio ruim pra mim.
- Hm... Sei lá. Diversificar. - Menti.
E então, ela se calou de novo.
- Você... Gosta de rock? - Eu tentei de novo, e ela levantou a sobrancelha, como se dissesse "estou tentando ver o filme e você não para de falar". - Ah! Desculpe, estou te atrapalhando, né?
- Não. - Ela disse, e então fiquei meio confusa. - Eu não ligo pra rótulos. Apenas gosto da música e do estilo, gosto de ser assim, mas não gosto de ser rotulada.
Ela disse, e foi ainda mais confuso pra mim, mas eu gostei disso. Afinal, ela estava falando mais, significava que eu toquei no ponto certo!
- Hm... E que estilo você gosta mais, tipo, dentro do que você gosta? - Eu perguntei, tentando me aprofundar.
- Punk. - Ela disse, mas novamente, foi só um eco.
- Ah... Eu não conheço bem. Só ouço falar, na tevê, sabe? - Eu disse, e pelo que vi, não dei dentro de novo.
- Eu não curto tevê. - Ela disse, e eu fiquei mal de novo.
- Ah... Eu vejo pra passar o tempo. Mas prefiro alugar filmes. - Isso era verdade, ao menos.
- Hm... - Ela só deu um murmuro e não falou mais nada.
E quando eu estava pensando no que mais falar pra puxar mais assunto, a mãe velha dela entrou e veio avisar que estava voltando pra casa. Droga!
- Vamos, Julia? Vai ficar tarde. Você tem que estudar, não tem? - Ela disse, e então eu levantei a sobrancelha sem entender.
- Mãe, eu estou de férias. - Ela disse, e mal pude acreditar. Férias, agora? Só se fosse faculdade.
- Você faz faculdade? - Perguntei, rápido.
- Ela faz, Artes. - A mãe disse, por ela. E ela parece não ter gostado de ser cortada ou de ter a vida pessoal, assim, exibida.
- Sim, eu faço. - Ela disse, e me olhou meio seca. Que droga pra mim.
- Ah... Artes parece ser legal. - Eu disse, sem ter muito o que dizer.
- Julia vive trancada em um quarto pintando e moldando coisas loucas! Ela escreve também! Você tem que ver que amor! - A mãe era mesmo coruja, estava deixando a filha envergonhada, e eu estava adorando, apesar disso.
- Mãe! Pare com isso! Ninguém precisa saber o que eu faço ou deixo de fazer! - Pois é... Pra ela... Eu sou ninguém.
Depois daquilo tudo, elas foram embora, e eu fui pro meu quarto, ouvir música triste e me deprimir... Eu estava bem mal depois daquilo, mesmo que meu interior ficasse feliz de ouvir mais sobre ela, meu exterior dizia que era impossível me aproximar daquela garota, ela era um túmulo, quase literalmente, tão trancada, dura, resistente e escura... Mórbida mesmo. Era realmente uma pessoa mais anti-social que eu. Pensava o quão sortudas são os familiares e amigos dela. E por fim, me torturei pensando se ela já tinha ou não um amor em sua vida. Que droga pra mim de novo!

Continua!
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário http://www.bookofhate.blogspot.com
AArK
Amigo
Amigo
avatar

Número de Mensagens : 59
Idade : 28
Localização : Hell de Janeiro
Data de inscrição : 17/03/2008

MensagemAssunto: Re: O Caixão, O Gato e Alice   Qua 19 Mar - 16:32

Apesar de ninguém mais ter comentado, vou continuar postando... xD Eu gostei um bocado das personagens dessa fic, em especial a Julia, apesar do tema estar bem passado... XP~ Pelo menos pra mim. Ainda sim, é bom continuar, apenas pra dizer que eu terminei alguma coisa que comecei, afinal! ;D

Pra quem está lendo e comentando, pra quem está lendo e não está comentando, pra quem está comentando e não está lendo...
AQUI ESTÁ O NOVO NÚMERO!
E pra quem não está lendo e nem comentando...
XP~ Aqui pra vocês ó!

- - -

3. Prosa e Poesia

Nos dias seguintes a via de relance, era uma droga. Eu não tinha coragem de me aproximar, e ela não fazia questão. Era uma tortura só.
Até que enfim, chegou novamente a faculdade, e suas aulas. Eu estava cansada de me torturar nas férias. Mais tempo pra pensar, só me dá mais dor. Por isso, estar ocupada com minha faculdade, ia ser bem melhor. Eu fazia Letras. Era uma faculdade bem popular dali. É claro que vocês vão adivinhar agora quem é que também estudava na faculdade, não é? Belas Artes era a matéria, Julia era seu maldito nome. Julia estava lá, e eu a vi com seus amigos punks na hora do almoço.
Havia um garoto com um enorme moicano em sua cabeça, e ao lado dele, tinha um com o cabelo verde. Ela tinha cabelo azul, e perto deles dois, pareciam um trio de loucos. Mas ela realmente era uma pedra preciosa de tão bonita e interessante, no meio daqueles dois. Eu temi que um deles pudesse ser namorado dela, mas pelo que eu fiquei observando, (e fiquei bastante!) eram só amigos, creio e espero eu. Bom, e pelo que deu pra adivinhar também, meu nervosismo não diminuiu com a faculdade, parecia perseguição. Eu entrava na biblioteca, por conscidência ela estava lá, lendo um livro policial. E então, eu resolvia ir ao banheiro, e lá ela estava também. Que angústia! Graças ao bom Deus, que ela não fazia a mesma faculdade que eu!
Curso de Prosa e Poesia. Sim, era o nome do novo cursinho no qual me inscrevi. E tudo isso, porque vi um nome especial ali. Eu sei, quanto mais eu sofria, mais eu queria sofrer.
Era a primeira aula do curso, minha mãe ficou puta, porque não queria que eu voltasse tão tarde, e com esse curso era impossível. Mas então, eu fui toda feliz pro lugar, e nós começamos treinando.
Um dia especial foi o de leitura de poesias, minha mente fluiu com tudo, porque é assim, sempre que você tem um amor platônico, qualquer coisa, você acha que está sendo correspondida subliminarmente. E foi isso que deu a entender. O negócio é o seguinte, todos os alunos, tinham que ler na frente de todos sua poesia. Eu vi na cara de Julia que ela odiou isso, ela não era muito "extrovertida", então pra ela isso era um saco. Já eu, apesar de não muito popular também ou ativa, não ligava de ler minha poesia lá na frente. O que me matava era o fato de eu tê-la escrito subliminarmente para esse alguém, porque não sabia que ela teria que ser exposta desse jeito, e agora esse alguém ia ouvir minha poesia dedicada. Eu não me importaria de lê-la pra todo um campo de futebol lotado, mas pra ela... Eu me importava, e muito!
- Alice. - Chamaram meu nome (Ahá! Até agora vocês não sabiam, não é!? Por isso é ruim escrever tudo em primeira pessoa!).
- Eu. - Acenei, peguei nervosa e tremendo meu caderno, e fui lá pra frente. Minhas mãos suavam.
A classe de Prosa e Poesia era pequena demais. Tinham só 12 alunos, entre eles, ela. Poucos se interessavam por algo tão banal e mal recompensado em nossa cidade. Mas ela gostava de arte, e pelo que sua mãe disse, gostava de escrever. Eu também me interessava por escritas, e é claro, por ela...
- Comece a ler. - A professora de literatura ordenou.
- Ok. - Consenti.
"Me sinto tão sozinha.
E eu me sinto assim, porque não está aqui.
Sou como o fogo sem o ar.
Como a água sem a terra.
E quando eu vi seus olhos,
por algum motivo eu senti a verdade.
Eu tentaria escapar das suas correntes,
Isso se eu não quisesse tanto ficar presa nelas.
E a culpa é sua, sim, eu te culpo.
E não te desculpo eternamente.
Vai ter de pagar um castigo,
pra poder se libertar do meu feitiço sujo.
Você vai ter de soprar meu fogo,
E vai ter que aterrar minha água.
Sem escolhas.
Preciso disso."

Terminei de dizer, bem nervosa, e todos aplaudiram, inclusive a professora.
- O estilo é bem livre, não é? E não é soneto. É bem livre, e sem rimas. Eu gostei, porque é bem moderno e cheio de metáforas interessantes. Está indo bem. Tente na próxima fazer algo mais clássico, se conseguir, será facilmente aprovada! - A professora disse, toda animada.
Encarei Julia, que diminuiu os olhos, por algum motivo, me encarando. Ela estava pensativa, e eu tinha medo disso. Será que ela sacou que o poema era pra ela?
- Qual o nome do poema, Alice? - A professora completou, e eu estava meio perdida nos olhos de Julia.
- Ahn... Uh...? Ah! É "Caixão"! - Eu disse, e ela ficou impressionada.
- "Caixão", é? Interessante como esse nome não tem nada a ver com o resto da poesia. - Ela disse, sem compreender. - Por que esse nome, Alice?
- Porque... - Olhei pra Julia, sem querer. - É pra uma pessoa inalcançável.
Julia leu um poema, falando de tristeza, solidão e introversão. Eu me identifiquei, e minha mente ridícula, ficou pensando que ela o leu pra mim. Mas é bobagem isso, fique bem claro. Não importa mesmo... Mesmo.
Voltei pra casa me sentindo ÓTIMA, e não sabia explicar no exato o porquê, mas não importava. Minha mãe me deu um esporro, e falou pra eu parar o curso, falei pra ela da poesia, e ela ficou mais amolecida com relação a isso. E eu pretendia continuar fazendo o curso. Quem sabe eu não poderia voltar pra casa com Julia após ele?

Continua!
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário http://www.bookofhate.blogspot.com
*Rogue_Chan*
Enturmado
Enturmado
avatar

Número de Mensagens : 161
Idade : 27
Localização : SP - CAPITAL
Data de inscrição : 03/01/2008

MensagemAssunto: Re: O Caixão, O Gato e Alice   Qua 19 Mar - 22:24

Pode continuar viu, to gostando ^^ hehehehe.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
AArK
Amigo
Amigo
avatar

Número de Mensagens : 59
Idade : 28
Localização : Hell de Janeiro
Data de inscrição : 17/03/2008

MensagemAssunto: Re: O Caixão, O Gato e Alice   Qui 20 Mar - 17:49

Rogue: Vlw o/ xD Cãoootinuando!

4. Consequências da Poesia

Dia seguinte, mais um grande dia, e mais uma grande aula de Prosa e Poesia. Eu estava lá só pra isso. As aulas da faculdade passavam lentamente, só esperando o que eu desejava. E então, finalmente a noite me engolia, e o curso estava aberto a todos. Todos os 12 alunos. Ou 11 ou 10 de vez em quando.
- Hoje, vocês próprios vão se oferecer para vir aqui e ler uma poesia livre. O exercício vai ser sobre Grandes Poetas, mas podemos ter este tempo livre para vocês poderem espairar um pouco e aliviar as tensões. - Disse a professora, sempre tão paciente e polida.
Mas era CLARO que eu não queria ir ali ler mais um poema livre romântico pra ela. Só que, dessa vez, foi ela que foi lá, ler uma poesia livre, por livre e expontânea vontade.
- Eu quero. - Ela levantou a mão, acenando pra professora, que assentiu com a cabeça. E então, ela foi até lá na frente de todos.
Eu fiquei super apreensiva com aquela cena.
- Bom... Eu não me sinto muito livre me expressando na frente de pessoas, acho que por isso mesmo, me forcei a fazê-lo. - Ela é mesmo incrível... - Então, vamos lá:
"Minha liberdade é importante pra mim.
Faremos um trato assim.
Eu dou a você o que você quiser...
O que você quiser pra você ser o que eu quiser.
Abrindo as portas da minha solidão,
Onde estive todos os dias, em escuridão.
Me ensine alguma coisa sobre a verdade,
Quero que me entenda, que me aguarde.
Vou te mostrar quem eu sou,
Quando os anjos do céu caírem.
Chamando por todos os elementos,
Quando as portas do cemitério abrirem."

E então, fiquei chocada. Se eu bem entendi, ela falou sobre coisas que haviam em minha poesia livre... Exatamente. Ou não? Ou estava imaginando? Mas ela falou de elementos e de cemitério, que lembrava "Caixão"?
- Parabéns, está muito bom! - Todos bateram palmas, inclusive eu, é claro. - Reparei que o seu, apesar de livre tem rima, sim. Não é exatamente um soneto, porque não tem forma. Mas é meio lírico, é meio musical, tem sonoridade. Se assemelha mais a uma letra de música do que exatamente um poema. Mesmo assim, é fantástico!
Eu encarei seus olhos, e ela parecia contente, um pouco sacana, mas contente. Esquisito demais. Se isso foi mesmo pra mim, isso foi um "sim" ou foi um "não"?
- Qual o nome da música? - A professora perguntou, e ela sorriu de novo. O que era raro.
- "Cova". - Ela disse, e eu arregalei os olhos.
Era de novo final de semana, e eu não podia acreditar. Depois de tudo aquilo, sem chance para pedí-la pra ir comigo pra casa, porque ela ia a um bar beber com os amigos (aquela hora!!!), e simplesmente ficar sem aula pra saber o que realmente aconteceu. Então, pensei bem e concretizei que deveria escrever um novo poema livre para lê-lo naquele momento de "espairar" que a professora fazia todos os dias!
O final de semana foi uma bosta. Ela sumiu, eu acho que foi a um show de rock, mentira, ela foi mesmo, eu perguntei a mãe dela.
- Oi, dona Janet. Sua filha está? - Tremendo de medo.
- Não. Ela foi a um show de rock com os amigos. - Provavelmente o "Moicano" e o "Verdinho", sim, fui eu que dei esses apelidos a eles, porque não sabia seus nomes.
- Ah... - Fiquei meio chateada.
- Você gosta de rock, minha filha? - Ela perguntou, tentando puxar um assunto. Velhos são assim, adoram bater papo, mas eu não gosto.
- Não, eu prefiro música clássica. Tenho que ir, dona Janet, vou pra casa, que minha mãe está preocupada! - Eu disse, correndo.
- Tudo bem, minha filha. - E acenou pra mim.
Como essa velha deixa a filha dela sair uma hora dessas!? Se fosse eu, minha mãe me mataria!
Finalmente, era Segunda-Feira de novo! E finalmente, eu poderia ter minha bendita aula de Prosa e Poesia!
- Alunos, está na hora da liberdade e de espairar a cabeça. Está na hora de vocês lerem suas poesias livres, mas desta vez, eu escolho quem vai ler! - E quando ela disse isso, fiquei furiosa. Eu queria ler a poesia desta vez, era necessário!
Suspirei, tentando manter a calma, mas era difícil. Eu teria toda uma semana para ler isso para ela. Não é POSSÍVEL que em nenhum dia, eu seja escolhida, ou tenha a liberdade de escolher quem vai ler.


Continua!!!
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário http://www.bookofhate.blogspot.com
AArK
Amigo
Amigo
avatar

Número de Mensagens : 59
Idade : 28
Localização : Hell de Janeiro
Data de inscrição : 17/03/2008

MensagemAssunto: Re: O Caixão, O Gato e Alice   Seg 24 Mar - 19:22

Como já está quase acabando - Santa mentira, Batman!!! - Vocês que não estão lendo e nem comentando vão adorar!!! jocolor

5. Indiretas

A professora escolheu um bando de alunos idiotas para ler. Um bando de "zé ninguéns". Um bando de "figurantes" da minha vida amarga. Gente sem importância!
A aula foi uma tremenda bosta, só porque não pude fazer a segunda homenagem que eu queria. Só que depois da aula, eu teria exatamente o que eu precisava para me recuperar. Uma alta dose de serotonina!
- Alice. - Ela me chamou! Isso mesmo! Meu nome, ela me chamou!
Eu tomei um tremendo susto, quando estava quase chegando ao portão do curso, e ouvi uma voz, quase um sussurro inaudível, dizendo meu nome.
- Alice... - Ela tentou, e eu então me virei, estática, morrendo de susto, medo, tensão, excitação, tanto faz!
- O-oi! - Eu disse, nervosa, respondendo ao chamado.
- Você vai pra casa agora? - Ela disse, e eu assenti com a cabeça, sem palavras. - Então, vou contigo.
Ela não pediu, não perguntou, não argumentou, simplesmente afirmou "Vou contigo". Como se eu não tivesse escolhas, como se fosse obrigatório ir com ela pra casa. E eu achei isso lindo! É claro que seria extremamente engraçado, eu virar e dizer: "Ué, durante todos esse tempo, tentei me socializar e ser amiga sua, mas você ficou me ignorando, sendo fria e lacônica, e simplesmente fingindo que eu não existia. Então, por que DEMÔNIOS eu ia querer ir embora com a sua companhia para casa?". Mas é CLARO que eu não disse isso, ora bolas! É claro que eu fui andando toda tonta e feliz pelas ruas, com ela ao meu lado. Eu parecia um soldadinho de brinquedo, desfilando e marchando, como uma boboca sorridente.
- Está feliz? - Ela perguntou. Finalmente a vaca estava puxando algum assunto comigo.
- Ahn...! Não é isso! É que... Não! Eu estou normal! - Não parecia, definitivamente, ninguém ia acreditar nessa.
Ela não falou nada, a taciturna, apenas fez uma expressão surpresa. Ela falava com as expressões que demonstrava em sua face pálida.
E foi um caminho rápido demais, e silencioso demais. A burra aqui não conseguiu soltar UM PIO sequer, depois disso tudo.
Dia seguinte (Sim, estou pulando tudo o que é chato, porque NÃO INTERESSA!), foi outra aula de P.P. (E sim, estou resumindo, e não estou nem aí!). E dessa vez, aconteceu algo mais surpreendente ainda! A professora cada dia que passava se mostrava mais e mais criativa!
- Alunos, é a hora do... - Todo mundo sabe o que é. - E dessa vez, vamos fazer uma jogada diferente. Vamos fazer um jogo! Eu escolho uma pessoa, e essa pessoa escolhe um aluno de seu interesse para ler a poesia! Só que... a pessoa não pode repetir! Afinal, nem todos têm quinhentas poesias livres prontas!
E eu senti a coceira. Se ela me escolhesse, eu ia escolher Julia, com certeza!
- Vamos lá... A primeira pessoa será... - Ela olhou pro nome dos alunos em seu Diário Escolar, e depois olhou pra nossas caras. Pensei "Está tentando dar nomes aos bois. Provavelmente não gravou ainda...". - Julia!
P*ta M*rda! Por que as coisas são assim? Nesse momento fechei meus olhos, com medo do que poderia acontecer. E o pior - ou melhor - aconteceu.
- Alice. - Foi meu nome que ela disse. Talvez por conveniência. Acho que ela não conhecia mais ninguém lá.
Só que quando abri os olhos e olhei sua expressão, ela ostentava um sorriso sarcástico de vitória. E eu não entendi, mas morri de medo mesmo assim!
- Ok, Alice. Julia escolheu você. - Eu sei! Não precisa repetir! - Então, agora, você pode ler sua poesia livre...
- Er... Ah... Ok. - Eu disse, então, fui lá pra frente de todos, inclusive dela.
"Essa é velha, é uma velha tentativa
De uma velha, velha poesia:
Eu queria ser uma caneta
Para poder ser segurada por você
Pressionada por palavras doces
Escritas por você
Eu queria ser uma borracha
Para poder ser arrastada por você
Apagando palavras erradas
Escritas por você
Eu queria ser uma folha de papel
Para poder ser -suja- por você
Afagada por uma gentil criatividade
Escrita por você
Eu queria ser suas palavras
Estar sempre em sua mente
Grudar sempre no papel
E beijar sempre seus lábios ao sair de sua voz..."

Fiquei vermelha. Rubra demais. Ela estava quase rindo de ironia quando eu li isso. E eu queria só saber porquê exatamente. Será que ela não sabia que era para ela isso tudo? Bom, a professora bateu palmas com os outros alunos. Ela nem sequer bateu.
- Achei muito interessante o que escreveu, Alice. É bem romântico, meio possessivo demais, mas bem romântico. E é bastante submisso também. Se é assim que você se sente, significa que você faria de tudo por esse amor. - O que você sabe? Você é psicóloga por acaso? - E você, Julia, por que escolheu Alice?
- Porque queria deixá-la sem graça.

Continua!
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário http://www.bookofhate.blogspot.com
*Rogue_Chan*
Enturmado
Enturmado
avatar

Número de Mensagens : 161
Idade : 27
Localização : SP - CAPITAL
Data de inscrição : 03/01/2008

MensagemAssunto: Re: O Caixão, O Gato e Alice   Ter 25 Mar - 0:39

Ahhhh, essa Julia é fods hein.

To gostando do rumo da história ^^.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
AArK
Amigo
Amigo
avatar

Número de Mensagens : 59
Idade : 28
Localização : Hell de Janeiro
Data de inscrição : 17/03/2008

MensagemAssunto: Re: O Caixão, O Gato e Alice   Ter 25 Mar - 17:27

julia num é um nome de gente inteligente????? pig vambora... obrigada por comentar, moça rogue

6. Jogo Poético

Essa foi sua resposta! Que ousadia!
"Filha de uma mãe!" Pensei. "Como pôde ser tão engraçadinha!?". Fiquei tão puta com isso, que fechei a cara, mas logo tive que pensar rápido.
- E você, Alice? Quem escolhe? - Ela disse, com rapidez, a professora.
- Achei que ia escolher os alunos... - Eu disse, enfrentando a professora, que deu um riso leve.
- Eu resolvi que pode ser como um "Amigo Oculto", depois da afirmação de Julia sobre o porquê de tê-la escolhido. Vai ser um presente de amigos para amigos. Que tal você tentar? - Ela disse, e eu me enfureci.
- Eu quero ela também! A Julia! - Pela primeira vez, me via ameaçadora, ou ridícula demais. Julia sorriu sarcasticamente de novo, pegou seu caderno, e foi lá para frente.
- Comece, Julia. - A professora disse, animada com nossa rixa. Já se viu que isso será alvo dela em mais ocasiões.
- Vou ler... - Julia disse, voltando a ficar séria como uma estátua de mármore maciça.
"Antes era a dúvida que permeava sua cabecinha.
Lentamente, se tornou a razão que você deseja tanto.
Iria te dizer a verdade, ou talvez eu vá, se não desistir.
Consegui me decidir através do que você chama de sentimentos.
Eu quero você agora, nesse momento"
E ela sorriu, malvadamente. E meu coração palpitou tão rápido que eu conseguia sentí-lo, sem precisar medir.
- Uau! Essa foi uma poesia mais decidida, mais forte... - Ela disse, a nossa tutora. - Não foi submissa como a da Alice.
E lá vem ela comparando... Aquela vaca! Bom, saí dali, e rezei aos céus para que Alice fosse beber com os amigos, mas não... Ela foi comigo embora.
- Por que me escolheu? - Eu perguntei, morrendo de vergonha, curiosidade, e um bando de coisas a mais.
- Porque sim. - Ela disse, respondendo tudo...
- Eu não achava que escrevia sobre amor... - Eu disse, e ela parece ter se ofendido. Ponto pra mim!
- Eu não escrevo sobre amor. Eu escrevo sobre o que quero e o que não quero.Você nunca vai me ver escrevendo em uma poesia minha "Quero ser a caneta que você escreve..." - Isso foi uma coceira na ferida!
- Ei! Não fala mal do que eu escrevi! Não importa se você gostou ou não! - Eu disse, e isso soou bem estranho.
- "Não importa se eu gostei ou não"? - Ela repetiu, levantando a sobrancelha.
- É! Não tem nada a ver com o que você pensa... - Eu tentei fugir, mentindo.
- Ok. - Ela disse, e o resto do caminho, nos calamos.
"Quero assistir um filme de terror.
Quero assistir um filme de terror.
Quero assistir um filme de terror.
Quero assistir..."
O que ela quis dizer com isso?
- Interessante essa poesia. Ela é bem... Diferente. Você só repete uma frase nela, várias vezes... - A professora disse.
"ALICE. Foi isso... ALICE. Ela escreveu ALICE em sua penúltima poesia!" Eu descobri.
"Já não quero pensar sobre isso, sobre você.
Uma pessoa tão difícil e complicada de se entender.
Linda estátua de granizo.
Irei me esconder dentro de meu quarto escuro.
Agora, eu preciso esquecer..."
Eu escrevi, esperando que ela entendesse.
"JULIA... JULIA... JULIA... Foi isso que eu escrevi..."
Era uma tarde de domingo. As aulas de poesia haviam acabado. Agora eu só tinha minha faculdade. E ela ia logo acabar também. Minha mãe estava vendo para mim um apartamento para eu morar. Eu ia arrumar um emprego logo, e ela queria que eu morasse perto dele. Eu estava deprimida. Eu não via mais Julia. Ela havia sumido. Desde minha última poesia. Passou bebendo com os amigos, indo a shows e nunca mais a vi. Minto, a vi na faculdade, uns dias, mas evitei. Eu não sei o que acontece comigo. Só sei que eu não quero ficar brincando de "faz-de-conta". Eu não quero mais me sentir sozinha.
- Alice, você tem que fazer compras pra sua casa nova... - Minha mãe disse.
- Tá bom, mãe. Eu vou ao Shopping. - Eu disse, e fui me arrumar.
Peguei uma condução só e fui ao Shopping mais popular da nossa cidade. Almocei lá, na Praça de Alimentação. Fiz compras para a casa nova. E antes de ir embora, vi o anúncio do CD novo de uma cantora popular que muito me agrada.
- É isso... Já que estou com um dinheirinho sobrando do dinheiro que minha mãe me deu para comprar as coisas, eu vou comprar o CD pra mim! - Pensei alto, e entrei na loja de CDs.
E é claro que vocês já sacaram... Julia estava lá. Ela era a atendente do balcão.
- Você gosta DISSO? - Ela disse, pondo totalmente abaixo meus gostos musicais.
- Gosto, POR QUÊ? - Perguntei, mordida.
- Porque é horrível. - Ela disse, coçando a ferida eterna.
- Pra você que gosta daquelas músicas barulhentas sim! - Eu disse, implicando também dessa vez. Mas ao invés de ficar puta, ela começou a rir.
- Você é legal, Alice. - Ela disse, e eu me impressionei. Mais por ela lembrar meu nome do que me chamar de legal.
- Por que...? - Perguntei, confusa e surpresa.
- Porque você é imprevisível. - Ela disse, sorrindo. Mas dessa vez, não era sarcástico.
- Eu não me acho imprevisível... - Eu disse, me menosprezando como sempre.
- Você bebe? - Ela perguntou, e eu levantei a sobrancelha.
- Depende... - Eu disse, e ela sorriu de novo.
- Cerveja. Você bebe? - Ela perguntou, e eu assenti.
- Sim, cerveja é fraco, então bebo sim. - Eu disse, e nem era tão fã assim. Só queria ver no que ia dar mesmo.
- Eu saio daqui a quinze minutos do trabalho. Você me esperaria pra tomarmos uma cerveja juntas? - E foi o fim do mundo, CABUM! O MUNDO ACABOU E TODOS MORRERAM! ESTOU TENDO PROBLEMAS! Isso foi um convite...?
- Eu... Eu... Sim...! - Eu disse, meio enrolado, e ela riu.
- Então tá certo... Você pode usar aquele leitor de CD ali! Eu abro ele pra você, você escuta algumas músicas da sua cantora chata, enquanto me espera! - Ela disse, até bastante animada, me apontando o leitor. "Cantora chata uma ova..." Pensei. Mas estava tão FELIZ por dentro.

Continua!
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário http://www.bookofhate.blogspot.com
Natsuki
Novato
Novato
avatar

Número de Mensagens : 8
Localização : NekoLandia
Data de inscrição : 17/03/2008

MensagemAssunto: Re: O Caixão, O Gato e Alice   Ter 25 Mar - 17:33

Continua amor xD

Eu Adoro essa fic!!!

hauhauha um gif de porco? xD

Bju Linda
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
*Rogue_Chan*
Enturmado
Enturmado
avatar

Número de Mensagens : 161
Idade : 27
Localização : SP - CAPITAL
Data de inscrição : 03/01/2008

MensagemAssunto: Re: O Caixão, O Gato e Alice   Qua 26 Mar - 0:34

"E lá vem ela comparando... Aquela vaca! Bom, saí dali, e rezei aos céus para que Alice fosse beber com os amigos, mas não... Ela foi comigo embora."

*Não seria a "Julia"? * Fiquei perdida agora...na verdade me perdi várias vezes nesse capítulo ae XD...mas depois me achei.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
AArK
Amigo
Amigo
avatar

Número de Mensagens : 59
Idade : 28
Localização : Hell de Janeiro
Data de inscrição : 17/03/2008

MensagemAssunto: Re: O Caixão, O Gato e Alice   Sex 28 Mar - 17:18

*Rogue_Chan* escreveu:
"E lá vem ela comparando... Aquela vaca! Bom, saí dali, e rezei aos céus para que Alice fosse beber com os amigos, mas não... Ela foi comigo embora."

*Não seria a "Julia"? * Fiquei perdida agora...na verdade me perdi várias vezes nesse capítulo ae XD...mas depois me achei.

Sim, tem razão, escrevi errado xD
Valeu pelo toque, Rogue!
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário http://www.bookofhate.blogspot.com
AArK
Amigo
Amigo
avatar

Número de Mensagens : 59
Idade : 28
Localização : Hell de Janeiro
Data de inscrição : 17/03/2008

MensagemAssunto: Re: O Caixão, O Gato e Alice   Sex 28 Mar - 17:33

7. Cartas Secretas

Fiquei ouvindo música vendo-a trabalhar. Ela era tão fantástica. Como eu poderia de um minuto a outro amá-la e odiá-la? Querer viver agarrada com ela e não querer nem respirar o mesmo ar que ela? Eu PRECISO dela.
- Pronto. - Ela disse, e então, trocou de turno com um moleque um pouco mais novo que a gente. - Vamos pra Praça (de Alimentação).
E fomos, sentamos numa mesa dupla. Que romântico! Tá... Tudo bem, beber cerveja num Shopping Center, não é realmente romântico... Mas deixa eu sonhar, tá?
- Quero uma Torre, 2 metros... - Ela disse, sorrindo pro Garçom. Ele estava era com medo dela. Ela olhou pra mim. - Cada uma paga 1 metro, falou?
Filha da mãe... Por que eu esperava isso? Mas tudo bem. Assenti com a cabeça.
- Você escreve bem. - Ela disse, e então, eu sorri. Foi finalmente um elogio. - Só devia ser menos melosa.
Era bom demais pra ser verdade.
- E você também escreve bem... Pra uma morta. - Eu disse, e ela riu.
- Morta...? Dentro de um caixão? - Oh, meu Deus! Ela estava falando isso mesmo...?
- Como assim...? - Me fiz de boba.
- Deixa pra lá... - Ela disse, rindo-se.
E finalmente o garçom chegou com a torre de chopp. A gente pegou um copão gelado cada uma. Ela bebia rápido e com gosto, parecia que adorava a coisa. E eu bebia levemente e lentamente, porque era amargo...
- Pra quem são as suas poesias? - Ela perguntou, e de novo, outra facada.
- Uhn... Pra... Ninguém. São fictícias! - Eu disse, e ela riu.
- São bem "reais", você tem talento pra "fingir". - O que ela quis dizer com isso...?
- Não, não tenho não. Por isso que você está aqui, não é? - E agora fui eu mesma que me dei uma facada.
- Como assim? - Ela disse, sorrindo sarcasticamente.
- Deixa. - Eu disse, dessa vez.
- Tem algo que eu precise saber? - Ela disse, e eu tossi.
- É claro que não. - Eu menti de novo. O tempo todo era assim.
- Então, porque sua última poesia... - Ela ia dizendo, e eu ia ficando cada vez mais nervosa e sem saída. - Em cada primeira letra, que se lia, juntando-se, formava meu nome?
- Seu nome...? - Eu disse, tossindo mais ainda. Tentando fingir que era a minha incapacidade de beber cerveja, e era, mais ou menos.
- Por que está tomando cerveja comigo? Você não tem costume de tomar cerveja, com certeza... E nem gosta, se duvidar. - Ela disse, e eu olhei pro chão.
- Vai ser estranho se eu levantar agora e ir embora? - Eu perguntei, tremendo, e ela riu.
- Só se não deixar o dinheiro do metro aí em cima da mesa. - Ela disse, e eu assenti com a cabeça. Colocando o dinheiro rápido, e indo sair mais rápido ainda o possível.
Só que ela agarrou meu braço, e falou bem rápido pra mim, quando eu a encarei no final.
- Quero continuar lendo suas poesias... Se você não se importar de me passá-las. Pode colocar debaixo da minha porta. Eu aviso minha mãe que é "correspondência" minha. - Ela disse, e eu segurei uma vontade de sorrir, e terminei aquilo.
- Só se você fizer o mesmo com as suas! - Eu disse, e ela sorriu.
- É claro... - E então, eu acenei, e fui embora.
Eu estava excitada depois de tudo que aconteceu. Totalmente agitada, meu coração batia rápido e minha cabeça viajava a mil por hora. Não consegui parar de pensar nela a noite toda e antes de dormir. Julia, julia, julia, julia...


Continua!
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário http://www.bookofhate.blogspot.com
*Rogue_Chan*
Enturmado
Enturmado
avatar

Número de Mensagens : 161
Idade : 27
Localização : SP - CAPITAL
Data de inscrição : 03/01/2008

MensagemAssunto: Re: O Caixão, O Gato e Alice   Seg 31 Mar - 14:09

Cabou o.O?
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
AArK
Amigo
Amigo
avatar

Número de Mensagens : 59
Idade : 28
Localização : Hell de Janeiro
Data de inscrição : 17/03/2008

MensagemAssunto: Re: O Caixão, O Gato e Alice   Seg 31 Mar - 17:38

Nops... XP~ Tá com pressa?

- - -

8. Quando Se Fecham os Portões

Foi então, que dia seguinte, já bem cedo, chegou a primeira correspondência, e eu saí pegando e levando pro quarto. Minha mãe estranhou.
- O que é isso? - Ela perguntou, curiosa.
- É uma carta pra mim! Se chegar mais alguma, qualquer dia, você coloca sobre minha cama, ok? - Eu disse, e ela assentiu. - São só poesias do ex-curso de Poesias que completei. São boas pra praticar leitura e escrita!
Eu inventei uma mentira para que ela não ficasse mais curiosa ainda e abrisse para ler as correspondências.
Corri pro quarto, me tranquei, liguei música alta, e rasguei o envelope com pressa. Tinha uma única folha de caderno, escrita com caneta preta. Uma letra tão bonita e pequena que me deixou boba. E mais bobo que isso, eu cheirei a folha para tentar sentir um cheiro remanescente dela nela... Que bobagem de gente apaixonada! Lendo:
"Alice era uma menina boba,
Que vivia em seu próprio mundo.
Um dia ela conheceu um gato sorridente louco,
Isso tudo num país de loucos.
O gato disse a ela que ela era linda e inteligente,
mas Alice ainda sim rejeitou o gato.
Então o gato ficou muito triste,
e resolveu escrever uma carta pra ela.
Ele disse na carta 'Alice, eu adoro você'
Ele disse: "Você é uma menina incrível, e eu adoro você"
E mais: "Me perdoe a grosseria e minhas piadinhas infames
Tudo o que eu quero é chamar sua atenção".
E Alice lendo tal carta do gato sorridente,
Ficou com pena do bichano e resolveu dar uma chance.
Alice e o bichano foram felizes para sempre.
Ass: Gato Sorridente"

Eu sorri como uma idiota. Ela estava me cantando, não era possível! Era meio direto demais, totalmente anti-Julia... Ela era toda cheia de bobagem, dizendo que não gostava de coisas melosas, e que eu era a única que escrevia coisas românticas... E agora ela escrevia isso? "Alice, adoro você, você é linda e inteligente, tudo o que eu quero é chamar sua atenção, me dá uma chance?"... Eu estava mesmo muito boba.
Eu dormi abraçada àquela carta.
Julia não saía de casa. Fiquei tentada em ir encontrar com ela. Pensei, pensei e calculei que o melhor jeito era responder suas cartas. Escrevi:
"Alice viu que estava errada,
ela viu que o gato era a melhor e única coisa para ela que ela queria tanto.
Alice é ainda uma menina boba e ingênua, mas mesmo assim...
Ela sabe que precisa de um gato sorridente e louco em sua vida.
Ela adorou a carta do gatinho, e resolveu que vai aceitá-lo..."

Com muito receio de ser "atacada", eu pus a carta debaixo da porta, e fui embora rápido. Onde está Julia?
Fiquei o dia todo comendo e vendo tevê, enquanto minha mãe ficava tricotando, falando bobagem e conversando ao telefone. Nem notei quando o sono veio e a noite junto. E por fim, nem notei o pedaço de papel que estava no chão da sala, perto da porta. CHEGOU MAIS UMA CARTA! Ela nem esperou o dia passar.
"Agora eu estou falando sério.
Li sua carta.
Inteirinha.
Certamente, eu quero uma resposta.
Eu quero que você me diga a verdade.
Então, não minta pra mim.
Uma pessoa não pode passar tanto tempo desejando outra pessoa.
Quando essa pessoa não demonstra o sentimento.
Ultima vez que eu te encho com isso, prometo.
Entendo que pode estar confusa...
Rapidamente, você vai sentir o mesmo que eu.
Onde quer que esteja.
Vamos poder nos encontrar...
Olhe nos meus olhos.
Claro que é isso que eu quero.
Escute claramente.
(... Você aceita isso?)"

Sim, era isso mesmo e assim mesmo que estava escrito. Claro que lendo assim, direto e normalmente, é um tanto... "Esquisito". Mas, quando se lê só as primeiras letras, como foi feito com nossos nomes, está escrito: "Alice, Eu quero você". E no fim, ela pergunta "Você aceita isso?". Eu estou realmente abobalhada com essa garota.
"Eu não entendo quais são suas dúvidas
Com relação a isso.
Lógicamente, pode-se notar que
Alguma coisa você me causa.
Raramente me sinto desse jeito...
O que eu realmente busco é você"

Eu fui bem direta no que eu disse. Eu disse "É claro".
E o papel dela, veio bem mais estranho da última vez que me escreveu. Sim, última vez...
"BMJDF, XPDF UFN RVF GBAFS BMHTNB DPJTB TPCSF JTTP"
E então, eu fiquei realmente embasbacada. O que diacho significava isso? E então, lembrei-me de um livro que li, que me dizia exatamente isso. O significado de tal código tão simples, porém tão fora da realidade. E ele dizia "Alice, Você tem que fazer alguma coisa sobre isso".
Por que isso? É assim...? Eu vou ter que fazer alguma coisa sobre isso...
Naquele dia, eu levantei da cama com atitude, e vontade, e coragem, e tudo isso junto! Andei pelo corredor branco, até a porta de madeira polida. Toquei a campainha. E a dona Janet atendeu.
- Alice...? - Ela disse, sorridente, como sempre. - Quer ver a Julia? Entre!
- Obrigada. - Eu apenas disse, entrando.
A casa de Julia. Eu nunca havia entrado lá antes. Era uma sala enorme, cheia de fotos de família, bem... Familiar mesmo. Nada a ver com ela, sempre tão irônica e fria, como uma roqueira maluca. A cozinha era tão familiar quanto, toda cheia de flores nos papéis de parede.
- Bonita casa... - Elogiei, sorrindo.
- Obrigada! - Disse a dona feliz.
- Onde está Julia? - Pergunto com vergonha ainda.
- No quarto, só seguir o corredor, a porta do meio... - Ela disse, ainda toda sorridente, e lá fui eu.
Com a mão tremendo e suando, toda nervosa, com o coração saltando pra fora, eu bati na porta.

PS:

Agora têm dois finais que podem ser escolhidos!!! Tem o final FELIZ, e o final TRISTE!!!
Rogue, você que atualmente é a minha única leitora e comentarista (uau xD), pode escolher!!!
Se quer o final triste, o feliz ou os dois aqui postados!!!
É isso! Fui o/
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário http://www.bookofhate.blogspot.com
*Rogue_Chan*
Enturmado
Enturmado
avatar

Número de Mensagens : 161
Idade : 27
Localização : SP - CAPITAL
Data de inscrição : 03/01/2008

MensagemAssunto: Re: O Caixão, O Gato e Alice   Ter 1 Abr - 0:53

Nha, eu quero o feliz e o triste. (Mas o FELIZ primeiro XDDDD, mas posta os dois no mesmo dia o.o'...).
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
AArK
Amigo
Amigo
avatar

Número de Mensagens : 59
Idade : 28
Localização : Hell de Janeiro
Data de inscrição : 17/03/2008

MensagemAssunto: Re: O Caixão, O Gato e Alice   Qui 3 Abr - 23:47

tipo... hoje? o.o

FINAL 2

Depois que bati na porta, ouvi uma voz dizendo "Entra...", bem baixa. Entrei, me sentindo cada vez mais nervosa.
- Julia...? - Eu disse, e então, ela me encarou. Estava sentada, com um papel na mão. Ao seu lado, havia um vidrinho de remédio anti-depressivo brabo...
- Desculpe... - Ela disse, e então, começou a chorar. - Eu... Não me sinto bem...
Minha primeira reação foi abraçá-la. Sentia seu perfume e delirava. Era tão linda... E ela chorava, e me deixava tão triste vê-la daquele jeito.
- Por que está assim? - Não parecia aquela menina confiante e irônica que eu conhecia.
- Eu não sei o que fazer. Só sou uma criança idiota, apaixonada por alguém que eu não posso ter. - Ela disse, e então, levantei a sobrancelha.
- Como assim "não pode ter"? - Perguntei, mostrando a ela que eu não tinha dúvidas.
- É que... Não vai dar certo isso, Alice. Não é pra dar... - Ela disse, e então, eu coloquei o dedo na boca dela e a fiz parar de falar. Ela pareceu ficar um pouco com raiva disso, mas não impediu.
- Escuta... Estou aqui pelo que você escreveu, e por você. Nada vai dar errado, porque nada aconteceu AINDA. Mas vai acontecer... - Eu disse, e ela me olhou com um sorriso irônico.
- Você é sempre dona da verdade, não é?
- Sim, eu sou... - Eu ri, ela voltou a ser ela, e parou de chorar. - O que pretendia com esses remédios...?
- Eu... - Ela ia dizer, mas não disse. Eu empurrei eles com a mão.
- Se você tomar eles, eu não vou beijar você! - Foi o que eu disse, isso mesmo, com todas as letras!
- Como... é? - Ela me olhou, assustada.
- O que você acha disso...? - Eu disse, me sentindo ainda insegura.
- Eu acho que... Se for assim, eu não vou tomar. - Ela disse, e sorriu, e então, eu puxei ela pra perto de mim, e lhe cobri com um beijo.
Um beijo na minha Julia.

F I M



FINAL 1

Bati na porta, mas ninguém atendeu. Fique pensando "Será que ela não quer falar comigo?". Fiquei me sentindo meio mal. Mas então, tomei coragem, resolvi girar a maçaneta. Se ela não queria ter a privacidade quebrada, que trancasse a porta.
A mesma, estava aberta. Então, eu a abri aos poucos, tentando me identificar.
- Julia...? - Falei, e então abri a porta.
O que eu vi, me chocou.
Julia estava caída no chão, em sua boca, vários remédios saltando...!!!
Ela havia cometido suicídio com pílulas!!!
Comecei a chorar, muito mal, agarrei-me ao corpo, sentindo-me vazia e infeliz... Chorava tanto, meus olhos ardiam... Sua mãe entrou no quarto sem entender nada, e quando viu sua filha ainda pensou em chamar o médico, mas não adiantaria. Já estava gelada... Minha Julia... Agarrei-a em meus braços e de sua mão, caiu um pedaço de papel.
"O caixão já não sabia mais o que fazer. Ele queria entregar o gato a alice, mas ele não sabia se poderia. Minha vida iria acabar de qualquer forma, mais cedo ou mais tarde. Isso não daria certo, Alice. Eu acho que o gato tem de ir pro caixão, onde é seu lugar. Sou infeliz, e não quero passar isso pra você. Mas saiba que... Te amo muito. Julia".

F I M



PURONTO o.o ... Que achou? Dê sua opinião!
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário http://www.bookofhate.blogspot.com
*Rogue_Chan*
Enturmado
Enturmado
avatar

Número de Mensagens : 161
Idade : 27
Localização : SP - CAPITAL
Data de inscrição : 03/01/2008

MensagemAssunto: Re: O Caixão, O Gato e Alice   Qui 10 Abr - 23:23

Eu adoooooooooorei o final feliz hehehe, o final triste ..é trágiiiiiiico demais o.o'....chocante. Desculpe a demora da postagem, mas é porquê fiquei sem net em casa *he* e postava as coisas mais urgentes do serviço.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Alexiel
Amigo
Amigo
avatar

Número de Mensagens : 110
Localização : Reino de Hades
Data de inscrição : 06/04/2008

MensagemAssunto: Re: O Caixão, O Gato e Alice   Seg 14 Abr - 15:14

Sua fic é muito boa. Ganhou minha admiração, agora que sei que é uma obra original.
E coloque original nisso!

Li sem parar, todos os capitulos e agradeci pela sorte de ja estarem todos postados...
Apesar de eu tb ja ter passado dessa fase em que elas estao, foi realmente cativante conhecer a historia. fiquei aqui ansiosa por outras de suas historias.

Pra mim o final 2 é bom. É o que se espera, é o suficiente para uma historia legal, mas esquecível.

O final 1 é perfeito! Tira sua fic da montanha entre A FIC e MAIS UMA FIC. Deu o toque final com maestria, e fez com que seja inesquecível.

Ainda por cima leva a uma moral: pra que as garotas nao sejam idiotas e lentas como Alice. Não demorem pra consumar suas vontades. Que vivam sem medo, que vivam de verdade.

O mundo nao é o Pais das Maravilhas, se voce nao for rapida o suficiente para se decidir em seguir o coelho. E se depressa a aventura nao aceitar, com o gato risonho jamais vai estar.

Alexiel-> que teve momentos nostalgicos lembrando de uma linda Punk...
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
AArK
Amigo
Amigo
avatar

Número de Mensagens : 59
Idade : 28
Localização : Hell de Janeiro
Data de inscrição : 17/03/2008

MensagemAssunto: Re: O Caixão, O Gato e Alice   Ter 22 Abr - 17:22

Obrigada pelos comentários e principalmente por ler. Fico muito agradecida com os elogios xD E até posso dizer que não mereço nem metade deles! xD Mas mesmo assim, como não se recusa presentes, eu continuo por agradecer!
Pra quem quiser, "O Caixão, O Gato e Alice" tem um especial, e eu posso postá-lo aqui. É só uma historinha fora da ordem cronológica, digamos, que ainda é do tempo em que elas não tinham se declarado uma pra outra, meio que um especial de natal.

- - -

O caixão, o gato e Alice
ESPECIAL: NATAL

Era um dia anterior a véspera de natal, Alice estava em sua casa nervosa, porque queria comprar um presente pra Julia, mas não sabia o que lhe dar.
"De que roqueiros gostam além de rock?" Pensou "Roupas pretas? Maquiagem pesada? ... Não, acho que ela já tem isso tudo".
- Mãe... - Disse ela. - Vou sair. Vou ao shopping!
- Tudo bem, filha. Vai almoçar lá? - A mãe pergunta.
- Vou sim... - Ela diz, e então sai de casa (do apartamento).
No shopping, Alice vai passando pelas lojas pensando no que comprar pra Julia.
- Hm... Uma loja de sapatos. Ela gosta de botas... Será que eu devia comprar botas pra ela? - Pensou alto. - Mas ela já tem várias botas...
Lembrou-se de Julia andando, quase desfilando, com seu modelito gótico-punk, de saia justa preta, meia-calça rasgada, baby looks de bandas punk, cabelo roxo/azul e botas sempre lindas e longas. Ficou vermelha.
- Ela é tão bonita... - Pensou alto.
- Quem...? - A voz atrás de si disse, e ela tomou um susto.
Quando se virou, era sua Julia, e pra sua surpresa, havia uma menina de cabelos verdes ao lado dela.
- Ahn... Er... J-julia!? Que faz aqui? - Ela perguntou, nervosa.
- Isso é um shopping, qual é o problema estar aqui? - Julia disse, rindo sarcasticamente.
- Ah sim... Claro... Todo mundo tem direito de ir ao shopping, né?... - Disse ela, meio sem graça.
- E você? Passeando sozinha? - Julia perguntou, ainda risonha.
Alice olhou a menina de cabelo verde dos pés a cabeça. O estilinho de Julia. "Oh meu Deus! O que ela será de Julia? ... Amiga? Namorada...? Ah! Que droga!" pensou, viajando na maionese.
- Ahn... Er... Eu vim comprar... Ah... - Alice disse, nervosa. - Roupas pro natal! É isso! Roupas novas pro natal!
- Hm... - Julia deu-se de ombros. - Entendi. Bom, vou andando, hein... A gente se vê!
- Pera! - Alice disse, antes que fosse tarde. - Me apresenta a menina...!
- Hehe... - A menina riu, sem jeito.
- Ah sim... - Julia agora, ficou meio encabulada. - O nome dela é Gabrielle, mas pode chamá-la de Gabi. Tranquilo?
- Ah sim... - Alice disse, meio pra baixo. - Legal o seu cabelo, Gabi...
- Ah! Obrigada! - Gabi sorriu. Era mais baixa que Julia, e Julia ficava parecendo seu "machinho".
- Bom... Então, acho que vou indo... - Disse Alice.
- Ok... A gente se vê, Alice... - Disse Julia, meio cabisbaixa.
Quando elas se separaram, Alice parou, sozinha e começou a pensar.
"Eu não acredito nisso! Mas que droga! E eu ainda vim aqui pra comprar um presente de natal pra ela, e a ridícula está aqui com essa tal de Gabi! Gabi! Que puta!!!" Ela pensou, puta da vida. "Quer saber!? Eu vou pra casa! Julia não merece presente nenhum e não está nem aí pra mim!!!".
Alice foi embora do shopping pra casa. Chegando em casa, se trancou no quarto. A mãe, preocupada, bateu na porta.
- Alice...? - Toc. Toc. Toc. - Você está bem, minha filha? Alice...?
- Estou bem, mãe! Só preciso dormir um pouco mais! - Ela gritou, e a mãe resolveu deixá-la em paz.
Enquanto isso, no shopping, ficaram Julia e Gabi.
- Que bom! Ufas! Quase que eu ponho tudo a perder! - Disse Julia, rindo-se.
- Pois é, que bom que você falou aquela do "As pessoas vão ao shopping, qual o problema eu vir aqui?" Hehehe! - Disse Gabi, a menina do cabelo verde.
- Mesmo assim, tenho que te agradecer, Gabi! Por ter vindo comigo pra ajudar a comprar o presente de natal de Alice! Eu nunca saberia o que comprar pra ela! - Disse Julia, aliviada.
- Pois é. Aliás, ela é bonita, você tem bom gosto...

FIM.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário http://www.bookofhate.blogspot.com
hachi
Novato
Novato


Número de Mensagens : 18
Data de inscrição : 08/06/2008

MensagemAssunto: Re: O Caixão, O Gato e Alice   Ter 10 Jun - 19:35

olha a tua historia esta linda! mesmo muito linda adorei tens muito geito nao gustei do final da morte nao era que nao esteja bom mas faz cortar a fantasia que deixa o resto da historia, pensei toda a historia se isso fosse o mesmo caso que o meu e ficava toda imaginando! adorei o especial natal! e continua mostrando os teus textos!
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
fireaeshma
Novato
Novato
avatar

Número de Mensagens : 24
Data de inscrição : 22/01/2008

MensagemAssunto: Re: O Caixão, O Gato e Alice   Seg 8 Dez - 1:35

Nhow, que historia gostosa de ler =]
Da maneira com que foi descrita, essa historia "improvavel" se tornou bastante palpavel e realista. Poderia estar acontecendo agora mesmo, sem que percebessemos.

Geralmente eu gosto de finais tristes tanto quanto dos felizes. No seu texto, eu escolho o final feliz. Ficou adoravel. Já o final triste (por favor, não me leve a mal!) eu achei um pouco forçado, meio solto... Pelo nivel do resto do texto, sei que conseguiria fazer algo dramatico, porém mais natural...
(Nhow, não atirem pedras, please o_o')

Ah, tenho que frizar que achei foda a comparação do romance urbano com o conto "Alice no pais das maravilhas" \o\ Se fizer mais algum "especial" da serie, poste por favor o/~
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Conteúdo patrocinado




MensagemAssunto: Re: O Caixão, O Gato e Alice   

Voltar ao Topo Ir em baixo
 
O Caixão, O Gato e Alice
Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo 
Página 1 de 1
 Tópicos similares
-
» [TP] O gato e a raposa
» [K-MOVIE] Alice: Boy From Wonderland
» Ajuda para colónia de gatos com coriza
» Quem é você nos cavaleiros do zodiaco?
» Ficha - Alice Havelle

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
 :: Talentos :: Trabalhos-
Ir para: